Another brick in the wall
Após mais uma longa jornada de estudo, ao anoitecer do dia, estava voltando para casa.Como de costume peguei um atalho por uma rua onde havia três bares badalados. Nesse dia, esses estabelecimentos estavam especialmente cheios com o público comum das noites de vitória: mulheres jovens, bem vestidas, portando suas bolsas da “Osklen” e homens -também jovens- malhados com seus carros “tunados” equipados com poderosos alto-falantes que tocavam, ao mesmotempo, Axé e Funk em um desconcerto ensurdecedor.
Diante dessa cena, o que realmente me chamou a atenção não foram os bares nem as pessoas que neles estavam e, sim,um velho mendigo que se encontrava na calçada oposta à dos botecos.Este homem vestia um calça maltrapilha azul e uma camisa do Palmeias repleta de furos.Seu cabelo e barba eram longos e grisalhos.
Essa curiosa figura estava ao lado de um Opala, acho que do ano de 1978, branco, cujo som tocava Another Brick In The Wall, do Pink Floyd. O mendigo dançava o rock roll fingindo tocar uma guitarra que comandava a canção, e no momento do refrão gritava bem alto “another brick in the waal”! No outro lado da rua, em frente aos bares, havia um grupo de jovens rindo e fazendo chacotas do nosso simpático roqueiro. Este, ao ver os adolescentes zombando de sua dança, respondeu com boas gargalhadas.
O que os garotões não perceberam, talvez por imaturidade ou até mesmo ignorância e alienação, era que eles eram os verdadeiros palhaços. Isso porque, o mendigo dançava e escutava o seu rock roll comemorando sua liberdade de pensamento e expressão, visto que, diferente daqueles jovens, o velho mendicante estava livre das leis e convenções que doutrinam a sociedade. Essas leis ficavam nitidamente explícitas nos bares onde aquele público se encontrava como em um teatro de marionetes, em que todos bonecos estavam com o mesmos figurinos, dançavam as mesmas músicas, faziam os mesmos gestos. Enquadrados em um comportamento previsível sem o menor pensamento crítico e espontâneo.
A mim só sobrou, assim como o mendigo, gargalhar da sociedade em que vivemos, e pensar que se o futuro do país estiver nas mãos dessa juventude , me restará vestir uma calça azul uma camisa do Palmeiras e sair pelas ruas cantarolando “another brick in the wall”...
Izaias Buson
Após mais uma longa jornada de estudo, ao anoitecer do dia, estava voltando para casa.Como de costume peguei um atalho por uma rua onde havia três bares badalados. Nesse dia, esses estabelecimentos estavam especialmente cheios com o público comum das noites de vitória: mulheres jovens, bem vestidas, portando suas bolsas da “Osklen” e homens -também jovens- malhados com seus carros “tunados” equipados com poderosos alto-falantes que tocavam, ao mesmotempo, Axé e Funk em um desconcerto ensurdecedor.
Diante dessa cena, o que realmente me chamou a atenção não foram os bares nem as pessoas que neles estavam e, sim,um velho mendigo que se encontrava na calçada oposta à dos botecos.Este homem vestia um calça maltrapilha azul e uma camisa do Palmeias repleta de furos.Seu cabelo e barba eram longos e grisalhos.
Essa curiosa figura estava ao lado de um Opala, acho que do ano de 1978, branco, cujo som tocava Another Brick In The Wall, do Pink Floyd. O mendigo dançava o rock roll fingindo tocar uma guitarra que comandava a canção, e no momento do refrão gritava bem alto “another brick in the waal”! No outro lado da rua, em frente aos bares, havia um grupo de jovens rindo e fazendo chacotas do nosso simpático roqueiro. Este, ao ver os adolescentes zombando de sua dança, respondeu com boas gargalhadas.
O que os garotões não perceberam, talvez por imaturidade ou até mesmo ignorância e alienação, era que eles eram os verdadeiros palhaços. Isso porque, o mendigo dançava e escutava o seu rock roll comemorando sua liberdade de pensamento e expressão, visto que, diferente daqueles jovens, o velho mendicante estava livre das leis e convenções que doutrinam a sociedade. Essas leis ficavam nitidamente explícitas nos bares onde aquele público se encontrava como em um teatro de marionetes, em que todos bonecos estavam com o mesmos figurinos, dançavam as mesmas músicas, faziam os mesmos gestos. Enquadrados em um comportamento previsível sem o menor pensamento crítico e espontâneo.
A mim só sobrou, assim como o mendigo, gargalhar da sociedade em que vivemos, e pensar que se o futuro do país estiver nas mãos dessa juventude , me restará vestir uma calça azul uma camisa do Palmeiras e sair pelas ruas cantarolando “another brick in the wall”...
Izaias Buson

4 comentários:
Muito bom o texto!
Leave the kids alone.
uhauhuhaa
Abração!
EEEE calouro, vou te linkar jáá, amigueco eeee
hahahahaha.
Caloooourooo!!
=)
quanto tempo!!
bom o blog, hein?
agora.. pááááára de mentiir! rs 1º semestre de jornalismo nem tem looooonga jornada de estudo! hUAHUhauHA (brincadeira!)
beijos!!
Ahh, Záhza!!
Eu não sei o que dizer! F*! Sabe aquela visão que você disse que eu tinha das coisas banais?? Tá pegando o jeitooooo!! Eu não sei como descrever isso. Arrepiante!
Boto fé! Huahauahaua
Beijoss
E volta logo pra gente fazer outra parceira pra revista!
Postar um comentário