sexta-feira, 9 de abril de 2010

sábado, 2 de janeiro de 2010

Testando flickriver

Reunião das fotos feitas com a câmera analógica Zenit DF-300

Izaias Buson - View my 'zenit' photos on Flickriver

domingo, 2 de agosto de 2009

Cajado Mágico

É muito comum vermos a mass media como um grande conglomerado que rege o mundo segundo suas vontades, manipulando constantemente a população e fazendo-a pensar de acordo com seus interesses. Como se a mídia fosse um pastor que tangesse a massa com um cajado mágico conhecido, também, por veículos de comunicação. Essa é, sem dúvida, uma idéia ingênua, para não dizer limitada, sobre a complexa relação dos meios de comunicação de massa e o público.

Primeiramente é importante desmistificar esse poder mágico da mídia de impor pensamentos. Para tal, faremos uma rápida análise sobre o processo comunicativo da Tv. Tal esquema ocorre, basicamente, da seguinte forma: as estruturas institucionais com sua composição técnica e com suas redes de produção constroem uma mensagem. Essa mensagem é produzida, porém, dentro de um referencial de sentidos e idéias que estão relacionadas com as composições sociais, políticas e culturas, por exemplo. Nesse ponto, a produção e a recepção estão interligadas e se influenciam na formação da mensagem. Inclui-se, ainda, no processoprópria linguagem da TV. Logo, para que a televisão consiga transmitir uma mensagem eficiente que atinja o público, é necessário que ela dialogue com as questões que permeiam o imaginário social. Ainda sim, é de grande importância que haja uma adequação da linguagem ao publico ao qual se dirige à programação.

Um claro exemplo disso foi a reeleição do presidente Lula em 2006. O petista tinha a grande mídia fazendo forte campanha contra sua reeleição, mesmo assim, Lula conseguiu ganhar o pleito com uma boa vantagem. Isso só ocorreu porque os meios de comunicação não conseguiram atingir a forte imagem positiva que povoava o imaginário social. Principalmente, o imaginário das populações que eram beneficiadas pelos programas sociais do governo, ou seja, um público que possuía a experiência prática do discurso social do Lula.

É difícil falar, portanto, que a mídia tem o poder de manipular as pessoas. Ela ,na verdade, não cria demandas artificiais e tenta nos convencer, e sim trabalha em cima de demandas criadas pelo público para conseguir transmitir a mensagem.

É notório, entretanto, que toda comunicação é intencional e busca persuadir seu interlocutor. Pensar nos meios de comunicação como uma estrutura que apenas repete nossas demandas é uma grande inocência. Mas, então, de que forma a mídia consegue nos influenciar? Simples, ou nem tanto, ela trabalha em cima de idéias/padrões/formas que estejam no senso comum (para não haver rejeição da mensagem ) para nos convencer. Porém, mesmo agindo sob o nosso imaginário, esse processo ocorre dentro de um limite de idéia hegemônica. Isso é, a mensagem deve ter um discurso significativo apropriado.

Texto feito para a disciplina de Teoria da Comunicação
IZAIAS BUSON

domingo, 22 de março de 2009

Como todo dia mundial...


Hoje é o dia mundial da água, e como dia mundial de qualquer coisa dá uma boa pauta, vários portais da internet produziram matérias ligadas ao tema. O UOL, por exemplo, traz dados sobre o desperdício doméstico: “uma torneira pingando pode gerar o desperdício de até 46 litros de água em um único dia” e “Lavar o carro com o esguicho pode resultar em uma perda de aproximadamente 380 litros de água”. Não há dúvida que informações como essas são importantes e que o desperdício deve ser evitado, mas também devemos fazer questionamentos mais profundos sobre o tema, como por exemplo, a poluição da água pelo esgoto doméstico e por resíduos industriais.


Para se ter uma idéia, acompanhei ontem a reportagem multimídia “Crônica de uma catástrofe ambiental”, feita por André Deak e por Paulo Fehlauer, sobre a tragédia ambiental no rio Pirapetinga, afluente do Paraíba do Sul. O rio foi contaminado com o pesticida endosulfan, resíduo altamente tóxico que vazou do dique da empresa Servatis. Cerca de 8 mil litros do produto atingiram o Pirapetinga e aproximadamente 100 toneladas de peixes foram mortos em período de desova. Não há um dado exato do impacto sobre a população local, mas já se pode adiantar que o produto é muito nocivo à saúde e, inclusive, banido em diversos países.


Esse caso me remete a alguns questionamentos : qual o preço que pagamos por essa coisa chamada “progresso”? Até quando envenenaremos as águas, consumiremos os recursos naturais e poluiremos o ar para sustentar esse modelo de desenvolvimento ?


Por fim, quero deixar a dica do vídeo A história dos Materiais. Vale apena conferir, é bem interessante.




Texto e imagem: izaias buson





terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Duas coisas que me deixaram intrigado ontem e merecem umas linhas de reflexão.


Primeiro, me senti mal informado...


O Jornal Nacional noticiou que vândalos, foi essa mesma a palavra empregada para clássificar os manifestantes, estavam promovendo baderna na favela Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo. O motivo seria a morte de um morador da região por Policiais durante uma operação no domingo. Segundo a PM, se tratava de um ladrão de carros que resistiu a prisão. O intrigante é que nunca vi uma nota oficial da polícia falando que matou inocente ao invadir uma favela. Eles só matam "bandidos", os quais sempre oferecem resistência. Curioso né !? E se realmente foi essa a circunstancia da morte do suposto bandido, por que moradores da região fariam esse grandioso protesto? Será que essa versão das PM esclarece todo o caso, ou poderá haver algum outro fato que explique toda essa manifestação? A reportagem do Jornal não reponde essas dúvidas e não se preocupou em mostrar a versão dos manifestantes, já que durante a reportagem nenhum morador foi ouvido. A versão apresenta pelo JN fica sendo somente a da PM.


... depois, me senti, mais uma vez, um idiota diante dos acontecimentos do Congresso


O PMDB conseguiu a presidência das duas casas do Congresso Nacional. No Senado, uma das coisas mais toscas( seria esse o melhor termo? ... enfim) da nossa historia política, José Sarney, assume a presidência. Sim o Sarney, como resumiu bem Marcelo Tas em seu blog ... “Ele está no poder há exatos 54 anos. Deu ao Brasil a maior taxa de inflação do mundo. Voraz como uma cobra caninana, repartiu com a escória política verde-amarela o maior lote de canais de rádio e TV da história. Matreiramente, montou um império de comunicação no Maranhão, onde atingiu status de semi-deus imortal (lá, até sua tumba já foi construída com dinheiro público!). Com a morte de Tancredo, chegou à Presidência da República. Depois, diante de queda moral vertiginosa, teve a cara-de-pau de criar domicílio falso no Amapá para poder continuar aboletado no carguinho de senador em Brasília.”